segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Socio - Grupos Vulneráveis

Olá Alunos!
Atividades da semana de 30/11 a 11/12/2020. Leiam com atenção! Acompanhem o CMSP.
Estou a disposição no grupo de WhatsApp e acompanhando o desenvolvimento de vocês nas atividades e na participação das aulas.
Profª Delma

Habilidades Essenciais: Produzir reflexões críticas sobre a realidade social brasileira, a partir de uma compreensão sociológica de fenômenos sociais.
Competências Socioemocionais: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
Habilidades de recuperação e aprofundamento: Estabelecer uma reflexão crítica sobre a formalização dos direitos da cidadania e as suas possibilidades de efetivação.

Roteiro de estudos:


Vulnerabilidade Social

“Vulnerabilidade social é o conceito que caracteriza a condição dos grupos de indivíduos que estão à margem da sociedade, ou seja, pessoas ou famílias que estão em processo de exclusão social, principalmente por fatores socioeconômicos. (…) As pessoas que são consideradas “vulneráveis sociais” são aquelas que estão perdendo sua representatividade na sociedade, e geralmente dependem de auxílios de terceiros para garantirem a sua sobrevivência”

Ou seja, a situação de vulnerabilidade social está relacionada com a exclusão de cidadãos e falta de representatividade e oportunidades. Além disso, é um conceito multifatorial, ou seja, pode ocorrer por questões de moradia, renda, escolaridade, entre outros.

Grupos: vulnerabilidade juvenil, vulnerabilidade na área da saúde, marginalização e exclusão, e vulnerabilidade territorial.

Vulnerabilidade Juvenil

Segundo o IBGE de 2010, o Brasil possui 34,5 milhões de jovens na faixa dos 15 aos 24 anos de idade. Porém, estes jovens estão expostos às mais elevadas taxas de mortalidade por causas externas, estão mais expostos às drogas e à violência.

Vulnerabilidade na área da saúde

Esse grupo contempla as pessoas expostas a riscos e danos para a saúde. Pesquisadores reconhecem que os grupos com piores condições socioeconômicas têm uma carga maior de doenças.

Marginalização e Exclusão

Nesses grupos estão indivíduos que vivem em moradias precárias, possuem baixo nível de renda e educação, estão submetidos ao subemprego ou desemprego, e enfrentam desorganização familiar e falta de participação social. Além disso, carecem de assistência social ou recebem uma assistência incompleta.
Segundo uma reportagem de 2017, o Brasil possuía cerca de 50 milhões de brasileiros vivendo na linha de pobreza.

Vulnerabilidade territorial

Esse grupo é composto pelas populações marginais que se concentram nos núcleos urbanos sem planejamento e estão sujeitas a discriminação social. Como consequência, esses indivíduos contam com uma estrutura precária, baixa qualidade de vida e carregam o estigma de população periférica.

Ao longo da história da política brasileira sempre esteve presente a questão da desigualdade social. Principalmente a partir da Constituição de 1988, foram criados programas de proteção social para mitigar a situação de vulnerabilidade que alcançava grande parte da população.


Vulnerabilidade (IPVS)

Distribuição da População, segundo Grupos do Índice Paulista de Vulnerabilidade Social Estado de São Paulo – 2010

Município de Bauru

O Município de Bauru, que integra a Região Administrativa de Bauru, possuía, em 2010, 338.433 habitantes. A análise das condições de vida de seus habitantes mostra que a renda domiciliar média era de R$2.830.

Os sete grupos do IPVS resumem as situações de maior ou menor vulnerabilidade. As características desses grupos, no município de Bauru, são apresentadas a seguir.

O Grupo 1 (baixíssima vulnerabilidade): 30.305 pessoas (9,0% do total).

O Grupo 2 (vulnerabilidade muito baixa): 183.690 pessoas (54,3% do total).
O Grupo 3 (vulnerabilidade baixa): 48.896 pessoas (14,4% do total).
O Grupo 4 (vulnerabilidade média - setores urbanos): 38.068 pessoas (11,2% do total).
O Grupo 5 (vulnerabilidade alta - setores urbanos): 32.234 pessoas (9,5% do total).
O Grupo 6 (vulnerabilidade muito alta - aglomerados subnormais): 5.240 pessoas (1,5% do total).

 

Atividades:

1) Por que há a tendência em classificar pessoas em vulnerabilidade social como marginais?

2) Como quebrar o círculo vicioso no qual o racismo estigmatiza algumas etnias, inserindo-as em situação de vulnerabilidade social?
3) Observe o gráfico de vulnerabilidade e análise das condições de vida dos habitantes de Bauru. Temos grupos muito vulneráveis? Você acha que os números representam a realidade?
4) O que você poderia dizer sobre a vulnerabilidade juvenil?

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