Olá Alunos!
Atividades da semana de 30/11 a 11/12/2020. Leiam com atenção! Acompanhem o CMSP.
Estou a disposição no grupo de WhatsApp e acompanhando o desenvolvimento de vocês nas atividades e na participação das aulas.
Profª Delma
Habilidades Essenciais: Produzir reflexões críticas sobre a realidade social brasileira, a partir de uma compreensão sociológica de fenômenos sociais.
Competências Socioemocionais: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
Habilidades de recuperação e aprofundamento: Estabelecer uma reflexão crítica sobre a formalização dos direitos da cidadania e as suas possibilidades de efetivação.
Roteiro de estudos:
Vulnerabilidade
Social
“Vulnerabilidade social é o conceito que
caracteriza a condição dos grupos de indivíduos que estão à margem da
sociedade, ou seja, pessoas ou famílias que estão em processo de exclusão social,
principalmente por fatores socioeconômicos. (…) As pessoas que são consideradas
“vulneráveis sociais” são aquelas que estão perdendo sua representatividade na
sociedade, e geralmente dependem de auxílios de terceiros para garantirem a sua
sobrevivência”
Ou
seja, a situação de vulnerabilidade social está relacionada com
a exclusão de cidadãos e falta de
representatividade e oportunidades. Além disso, é um conceito
multifatorial, ou seja, pode ocorrer por questões de moradia, renda,
escolaridade, entre outros.
Grupos: vulnerabilidade juvenil, vulnerabilidade na área da saúde, marginalização
e exclusão, e vulnerabilidade territorial.
Vulnerabilidade Juvenil
Segundo o IBGE de 2010, o Brasil
possui 34,5 milhões de jovens na faixa dos 15 aos 24 anos de idade. Porém,
estes jovens estão expostos às mais elevadas taxas de mortalidade por causas
externas, estão mais expostos às drogas e à violência.
Vulnerabilidade na área da saúde
Esse grupo contempla as pessoas
expostas a riscos e danos para a saúde. Pesquisadores reconhecem que os grupos
com piores condições socioeconômicas têm uma carga maior de doenças.
Marginalização e Exclusão
Nesses grupos estão indivíduos que
vivem em moradias precárias, possuem baixo nível de renda e educação, estão
submetidos ao subemprego ou desemprego, e enfrentam desorganização familiar e
falta de participação social. Além disso, carecem de assistência social ou
recebem uma assistência incompleta.
Segundo uma reportagem de 2017, o
Brasil possuía cerca de 50 milhões de brasileiros vivendo na linha de pobreza.
Vulnerabilidade territorial
Esse grupo é composto pelas
populações marginais que se concentram nos núcleos urbanos sem planejamento e
estão sujeitas a discriminação social. Como consequência, esses indivíduos
contam com uma estrutura precária, baixa qualidade de vida e carregam o estigma
de população periférica.
Ao
longo da história da política brasileira sempre esteve presente a questão da
desigualdade social. Principalmente a partir da Constituição de 1988, foram
criados programas de proteção social para mitigar a situação de vulnerabilidade
que alcançava grande parte da população.
Vulnerabilidade
(IPVS)
Distribuição da
População, segundo Grupos do Índice Paulista de Vulnerabilidade Social Estado
de São Paulo – 2010

Município de Bauru
O
Município de Bauru, que integra a
Região Administrativa de Bauru, possuía, em
2010, 338.433 habitantes. A análise das condições de vida de seus
habitantes mostra que a renda domiciliar média era de R$2.830.
Os
sete grupos do IPVS resumem as situações de maior ou menor vulnerabilidade. As
características desses grupos, no município de Bauru, são apresentadas a
seguir.
O Grupo 1 (baixíssima
vulnerabilidade): 30.305 pessoas (9,0% do total).
O Grupo 2 (vulnerabilidade muito
baixa): 183.690 pessoas (54,3% do total).
O Grupo 3 (vulnerabilidade baixa):
48.896 pessoas (14,4% do total).
O Grupo 4 (vulnerabilidade média -
setores urbanos): 38.068 pessoas (11,2% do total).
O Grupo 5 (vulnerabilidade alta -
setores urbanos): 32.234 pessoas (9,5% do total).
O Grupo 6 (vulnerabilidade muito
alta - aglomerados subnormais): 5.240 pessoas (1,5% do total).
Atividades:
1) Por que há a tendência em
classificar pessoas em vulnerabilidade social como marginais?
2) Como quebrar o círculo vicioso no
qual o racismo estigmatiza algumas etnias, inserindo-as em situação de
vulnerabilidade social?
3) Observe o gráfico de
vulnerabilidade e análise das condições de vida dos habitantes de Bauru. Temos
grupos muito vulneráveis? Você acha que os números representam a realidade?
4) O que você poderia dizer sobre a
vulnerabilidade juvenil?
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